Bahia e Vitória começam a
disputar o título do Campeonato Baiano Sub-20 nesta quinta-feira, 16, a partir
das 15h15, no Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana. O jogo terá mando
de campo do Tricolor, que na quinta-feira da próxima semana será visitante no
Barradão. Em caso de qualquer igualdade ao fim dos dois encontros, o campeão
estadual da categoria será conhecido na marca da cal.
A última vez que os rivais
entraram em campo pelo título foi em 2018, quando o Esquadrão levou a melhor.
No ano seguinte, o Rubro-Negro não esteve na final, e em 2020 a pandemia da
Covid-19 impediu a realização do certame de base.
É também desde 2018 que o
Ba-Vi não acontece em uma final no cenário profissional. Em 2019 e 2020 o
Vitória não conseguiu acompanhar o Bahia na decisão. E na atual temporada os
dois times da capital ficaram fora da disputa pelo título. Tanto tempo sem um
clássico decisivo gerou expectativas para os dois lados envolvidos na disputa.
“Para mim, é um jogo muito
importante. Mostra o peso que as duas camisas têm”, disse Pedro Henz, goleiro
do Bahia. “Acredito que o resultado vai ser determinado por quem tiver mais
vontade, mais raça para conquistar o título. E, com certeza, é um título que
vai fazer a diferença para todo mundo”, concluiu o arqueiro tricolor.
“Ba-Vi é sempre bom, né?! E
muito melhor é ganhar. Então a gente precisa se concentrar, e focar no jogo
para sair vitorioso”, avaliou Maykon Douglas, meio-campista do Vitória, que
também falou sobre o jejum de títulos na categoria, na qual o Leão venceu pela
última vez em 2017. “O que passou, passou. A gente vai brigar pelo título este
ano. Estamos com muita confiança nesse jogo”, garantiu.
Os jovens envolvidos no
clássico desta tarde podem ser, no futuro, os responsáveis por abastecer a
rivalidade entre Bahia e Vitória no cenário profissional. As chances de eles se
reencontrarem em outras competições fica maior em um contexto no qual
tricolores e rubro-negros são forçados a recorrer às divisões de base para
compensar uma situação de dificuldade financeira.
Maykon Douglas, por exemplo,
já passou por períodos de treinamento e jogos com o time principal, além de
defender o sub-23 em diversas oportunidades. Aos 20 anos, ele será um dos mais
experientes em campo. O jogador é visto como uma promessa na Toca do Leão e
acumula também convocações para as seleções de base.
Na entrevista coletiva antes
da final, o meio-campista falou em “influenciar” os companheiros de time e,
futuramente, brigar por mais espaço na equipe principal, que atualmente se
encontra em situação delicada na Série B do Campeonato Brasileiro.
“Por ser um dos mais velhos
do grupo, tento influenciar de maneira positiva os mais novos [...] Eu brigo
para estar no time principal, quero ajudar o Vitória. Me dedico bastante,
treino, cuido do extracampo, e quando surgir uma oportunidade eu vou estar preparado”,
projetou o jogador criado na Fábrica de Talentos.
Do outro lado do campo, o
jogador que tem chamado atenção fica embaixo das traves. Pedro Henz foi
destaque da classificação para a final ao defender dois pênaltis contra o
Jacuipense, mas ao ser questionado sobre os principais atributos, preferiu
exaltar outra característica: o jogo com os pés.
“Geralmente, o goleiro tá
ali só para defender, mas aqui no Bahia aprendi que não é só assim. A gente é
cobrado para achar os passes, controlar o jogo, usar nosso campo de visão para
ser um personagem mais participativo no jogo”, disse o arqueiro de 18 anos, que
tem seis jogos e quatro gols sofridos no Baianão sub-20.

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